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Projeto Fase II: 2017 - Pesquisa de Pós Doutorado

Laboratórios Cidadãos: arranjos sociotécnicos e produção do comum

Pesquisa de Pós-Doutorado no IBICT – Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, no LIINC – Laboratório Interdisciplinar sobre Informação e Conhecimento, sob supervisão da Profa. Dra. Sarita Albagli – http://www.liinc.ibict.br ; com período de pós-doutorado no CSIC – Consejo Superior de Investigaciones Científicas de Madrid, sob supervisão do Prof.Dr. Antonio Lafuente, com apoio da CAPES.

  • Apoio para o pós-doutorado internacional: CAPES n. 88881.119261/2016-01


Fase anterior: Projeto de Pesquisa - Fase 1: 2015 e 2016

Diário de Atividades Krono-Madrid

Relatório de Atividade Documenta

Índice

Introdução

O projeto de pesquisa tem como objetivo geral analisar, compreender, sistematizar e publicizar, um conjunto de experiências denominadas de laboratorios cidadãos, desenvolvidas entre pesquisadores acadêmicos, ativistas, artistas e segmentos da sociedade civil, que mediante novos regimes de produção de conhecimentos e de formas alternativas de organização, objetivam fomentar uma cultura de inovação social para atuar sobre problemas e questões sociais específicas.

O objetivo científico é analisar as configurações sociais das iniciativas aí realizadas em quadro dimensões, identificadas como eixos teóricos/metodológicos por Antonio Lafuente em sua apresentação do Laboratorio del Procomún (2008): protocolos, infraestrutura, comunidade, commons. Cada uma dessas dimensões interroga, como descreveremos adiante, problemas atuais na fronteira interdisciplinar dos estudos sociais em ciência e tecnologia com a teoria política. Mais precisamente, iremos focalizar os problemas relativos à mediação técnica (LATOUR, 1994), para compreender os mecanismos (sociais e tecnológicos) adotados com vistas a tornar durável (formas de reprodução e propagação social) certos princípios ético-políticos inscritos, traduzidos e atualizados através dos protocolos, das tecnologias (sociais, simbólicas e materiais) e dos modos de associação/organização promovidos por essas práticas.

Hipóteses e problemas de partida

A diversidade de experiências que encontramos reunidas sob os laboratórios cidadãos materializam algumas relações que desejamos explorar.

Seguimos a hipótese de que o surgimento dos laboratórios cidadãos é parte de um ecossistema mais amplo de experimentação social, promovida por coletivos de ativistas, hackers, movimentos sociais, comunidades de práticas, pesquisadores e cientistas, que passam a promover práticas de intervenção e pesquisa social que partilham de alguns princípios e práticas comuns.

Haveria aí uma confluência entre a experimentação de novas formas de ação e organização política que se encontram com novos modos de produção de conhecimentos (colaboração, ciencia aberta e cidadã). Em suma, a produção simultânea de novos modos de conhecer (dimensão cognitiva-epistemológica) e de fazer política (ético-estético). A chamada "produção do comum" (em suas diferentes acepções) seria a expressão mais evidente a conectar ambas dimensões.

Uma característica empírica da conexão entre essas dimensões manifesta-se na prática da experimentação e prototipagem. Os laboratórios cidadãos são espaços de investigação em que certos modos de conhecer fazendo tem lugar, baseados também em regimes de produção aberta e colaborativa. Do ponto de vista da prática política, há um novo vocabulário e novas práticas que passam a desenhar suas formas de ação, deslocando-se práticas prioritariamente discursivas para ações mais pragmáticas e experimentais. Em detrimento do foco ideológico há um maior investimento nas realização de ações tentativas. Formulações em torno de hipótese, a realização de ações que se pensam como processos de investigação, a análise reflexiva para repensar as ações coletivas são alguns exemplos dessas características.

Uma segunda característica que exploramos é a percepção de que a produção do comum, tanto na dimensão cognitiva quanto política, apoia-se numa outra ontologia de atores e sua agência: o saber que se almeja produzir/conhecer é um saber comum (produzido entre todos e também da vida comum); a ação política constrói-se através da produção de um mundo comum-partilhado. Em ambos os casos, a agência não está baseada em atores pre-constituídos (sujeitos-individuos), por isso, a importância de uma dimensão "transindividual" (individual e coletiva).

  • conhecimento dos amadores => experts em experiência => saber singular que produz o saber comum?
  • política do cotidiano => mundo comum => transinvidual.

Problema teórico: Comum e a política do transindividual.

Onde o comum está ameaçado, constituí-se um laboratório cidadão em torno dele, dando-lhe "existência" e cuidando de sua manutenção.

A produção do comum como política que não pretende ser majoritária. É outro modo de partilha do sensível. O comum invoca sempre o "entre", o que está em relação. Neste sentido, ele seria sempre um devir-minoritário? O problema: como garantir então a sua existência contra as forças de codificação, captura, fechamento? Quais seriam suas instituições, infraestruturas, codigos e tecnologias?

A constituição de laboratórios cidadãos na perspectiva da ecologia de práticas (Stengers), expressão de uma mesopolítica, pensamento-prática pelo milieu.

Contexto e Motivações

A busca por modelos alternativos de produção de conhecimento e de novas formas de mediação política é um problema partilhado por muitas instituições de pesquisa, universidades e organizações políticas (estatais e da sociedade civil) preocupadas com a crescente instabilidade dos seus mecanismos de representação, produção e legitimidade dos saberes e poderes instituídos.

Este projeto de pós-doutorado surge como o desdobramento dos trabalhos realizados nos últimos anos em duas linhas complementares de pesquisa e que agora convergem para o mesmo objeto. O desenho deste plano de trabalho responde, portanto, às exigências de aprofundamento científico provocadas pelos problemas encontrados neste percurso e que, no objeto empírico aqui selecionado, manifestam-se de maneira prototípica: as tensões entre os regimes de saber-poder emergentes e sua relação com as configurações e mediações técnicas da vida contemporânea.

Descreveremos, primeiramente, dois eixos de questões que delimitam os problemas investigados por este projeto (os objetivos específicos serão descritos no próximo item).

Numa linha de pesquisa investigamos o campo da ciência aberta e da ciência cidadã, termos que designam um conjunto diverso de práticas colaborativas na produção e acesso ao conhecimento, com formas heterogêneas de participação de diferentes atores sociais nas diversas etapas da produção científica. Para além das experiêncas de acesso aberto (open acess), debate mais restrito à esfera da circulação do conhecimento científico produzido, investiga-se as formas híbridas de interação entre pesquisadores/cientistas profissionais e não-profissionais, com modulações nos graus de participação, nas fases de elaboração da pesquisa, execução, análise e apropriação dos conhecimentos produzidos (PARRA, 2015; LAFUENTE, 2015). Observa-se a emergência de novos atores cognitivos - comunidades epistêmicas e comunidades de práticas (AKRICH, 2010) - que passam a disputar os regimes de autoridade dos saberes, oscilando entre a complementariedade e o antagonismo radical face aos conhecimentos instituídos (LAFUENTE, 2010, 2011, 2013; CALLON, M & RABEHARISOA, 2003).

Nesta perspectiva, as experiências confrontam-se com novos problemas relativos às formas de reconhecimento e validação dos conhecimentos, questões epistêmicas e metodológicas, mudanças nas formas de legitimidade e reputação dos atores envolvidos, e também novos problemas relativos à economia política da informação e aos regimes de propriedade intelectual, em parte traduzidos em novas disputas sobre as tendências de comunalização do conhecimento (commons) versus as dinâmicas de “cercamento” e privatização (ALBAGLI & MACIEL, 2012; BOYLE, 2010; MOULIER-BOUTANG, 2007). Nesta perspectiva pode-se explorar as metamorfoses no ecossistema (social e tecnológico) de produção e circulação dos conhecimentos, investigando-se os efeitos da abertura (na produção e acesso de informações) e colaboração (na interação entre diferentes atores) diante das forças de fechamento e apropriação exclusiva.

Numa direção complementar, investigamos aspectos relativos às novas formas de controle e vigilância que se desenvolvem como parte constitutiva deste mesmo processo de crescente produção de informações, graças à informatização e convergência das tecnologias digitais em diversas esferas da vida social (PARRA, 2016). Trata-se do “outro lado da moeda” dos efeitos da abertura, gestando novas formas de governo e modos de subjetivação (ROUVROY, 2014). Tal problematização emerge a luz de iniciativas promovidas por grupos e movimentos vinculados ao ciberativismo e ativismo informacional, em formas renovadas de participação cidadã através das redes digitais, gestão pública baseadas em mecanismos de interação entre cidadãos e governos. Cidadania 2.0, ciberdemocracia, democracia digital são algumas das denominações utilizadas para descrever experiências neste campo (PARRA, 2015).

Nesta perspectiva, interessa-nos focalizar iniciativas com perfil tecnoativista, onde a relação entre tecnologia e política é problematizada de forma imanente, reconhecendo dinâmicas de tradução e mediação não dicotômica nos arranjos sociotécnicos (KELTY, 2008; LATOUR, 1998; WINNER, 1986). No plano teórico, tais iniciativas contribuem para uma reflexão aguda sobre a emergência de formas de modulação da existência e da subjetividade através do controle infinitesimal da vida tecnicamente mediada e, no plano social, o desenvolvimento da sociedade de controle (DELEUZE, 2007), ao poder protocolar (GALLOWAY, 2004) e à governamentalidade algorítmica (ROUVROY, 2014) como expressões contemporâneas das formas de governo e suas técnicas de exercício do poder.

O projeto atual de investigação surge, portanto, com os problemas encontrados na confluência e na atualidade entre os estudos sociais em ciência e tecnologia e a sociologia política. Tanto nas comunidades epistêmicas de cientistas amadores, como nas comunidades de hackers e tecnoativistas investigadas, observamos um repertório de práticas, valores e arranjos sociotécnicos que partilham de elementos similares, produzindo uma gramática comum. O percurso de investigação atual focaliza nossa atenção para um objeto (teórico e empírico) onde investigaremos certa configuração presente na interpretação dos artefatos técnicos, nos modos de organização social, nos princípios ético-políticos e nos protocolos produzidos nas ações do Laboratorio del Procomún.

Objetivos e delimitação do problema teórico e empírico

Objetivos específicos

Investigar o fenômeno sob quatro eixos de análise: protocolos; infraestrurura; comunidade; commons. Problematizar os limites atuais da teoria sobre os efeitos da mediação técnica na vida social sob os seguintes aspectos: modos de ação e reprodução social (agenciamentos, protocolos e condições infraestruturais); produção e gestão do commons (comunidade política e conhecimento).

Questões geradoras:

  • Como podemos fomentar experiências de produção de conhecimento situado (HARAWAY, 1995) e aplicado que sejam mais solidárias, emancipatórias, críticas, sustentáveis e recursivas? Quais os novos protocolos (LATOUR, 2004) necessários?
  • Experiências onde o conhecimento e a prática política não estejam orientadas por uma relação dicotômica e de subordinação entre sujeitos e objetos, natureza e cultura, técnica e política (LATOUR, 1998), e cujo resultado aponte para novas formas de produção do comum? Quais os sentidos em jogo sobre o commons (LAFUENTE, 2015; LAVAL, C. & DARDOT, 2015; HARDT & NEGRI, 2009; OSTROM & HESS, 2007)?
  • Como tornar durável os modos de ação, valores e cultura que desejamos propagar? Quais instituições, infraestruturas, tecnologias e códigos? Tecnologia como a sociedade tornada durável (LATOUR)? Recursividade (KELTY) e Resiliência? Ecologias de Práticas, tecnologias sociais de pertencimento? (STENGERS; MASSUMI);
  • Se tais condições são uma virtualidade, um estado de potência não realizada, o que podemos aprender através de experiências cuja prática e episteme sejam colocar em movimento essas tensões? Como essas experiências contribuem para tornar visíveis problemas complexos relativos às mutações da relação saber-poder e aos efeitos da mediação técnica na vida social? Quais são seus limites?

Delimitação do objeto teórico e empírico

A escolha pelo Laboratorio del Procomún como objeto empírico de investigação apoia-se na gênese do MediaLab Prado, que resulta de uma convergência prática entre diferentes experiências e coletivos envolvidos em práticas de ciência cidadã, tecnoativismo, arte e mobilização social. No website do MediaLab encontramos a seguinte descrição dos seus objetivos:

  • To enable an open platform that invites and allows users to configure, alter and modify research and production processes.
  • To sustain an active community of users with the development of these collaborative projects.
  • To offer multiple forms of participation that allow people with different profiles (artistic, scientific, technique), levels of specialization (experts and beginners) and degrees of implication, to collaborate.

O Laboratorio del Procomún (LAFUENTE, 2008), mais especificamente, é uma iniciativa que visa fomentar novas práticas de pesquisa colaborativa orientadas à inovação, promoção e defesa do procomún (commons). Ele abriga os laboratorios ciudadanos, caracterizados por uma metodologia própria, com protocolos, tecnologias e arranjos materiais cujo objetivo é estabelecer um ambiente favorável à criação de protótipos de soluções inovadoras para problemas sociais específicos.

Mas sob que condições pode a inovação acontecer? É possível fomentar a criação de comunidades autogeridas? Quais as condições (materiais e simbólicas) e quais os problemas que devem ser aí enfrentados? Não haveria aí um contradição insuperável entre a possibilidade de “programar”, arquitetar, prototipar os modos de ação e organização social, e a própria exigência de permanente abertura ao inesperado? Como evitar os riscos de sobrecodificação? Quais os desafios teóricos e políticos emergentes face às novas possibilidades de captura da participação social convertida em nova forma de governo (condução) da vida política, ou como enfrentar as novas formas de exploração do trabalho e de expropriação dos conhecimentos socialmente produzidos no contexto de expansão do capitalismo cognitivo, das tendências de modulação existencial e das formas renovadas de sujeição social?

Para examinar essas questões seguiremos, inicialmente, uma descrição proposta por Antonio Lafuente em Laboratorios Sin Muros (2008). O autor realiza uma descrição da experiência do Laboratório del Procomún, indicando 4 dimensões de análise: protocolos, infraestruturas, comunidades e o comum. A essas quatro dimensões, incluímos outras que, em nossa pesquisa também se revelaram como eixos estruturantes dos laboratórios.

PS: no momento de execução do nosso projeto, compreendemos que o Laboratório del Procomún deixa de existir como um projeto específico no interior do Medialab-Prado para se tornar uma espécie de meta-laboratório, o qual passa a fornecer a arquitetura conceitual, metodológica e organizacional para os demais laboratórios cidadãos que passam então a se desenvolver no interior do Medialab na forma de editais públicos para seleção de projetos e também em projetos específicos ali executados.

Laboratórios Cidadãos

Definição Inicial: os sentidos do L.C. por Antonio Lafuente

Post: https://pimentalab.milharal.org/2017/12/12/sentidos-de-um-laboratorio-cidadao-por-antonio-lafuente/

Em setembro dei uma entrevista para a Revista FAPESP, falando sobre ciência cidadã e aberta, relatando nossa experiência com o projeto Ciência Aberta Ubatuba. O Antonio Lafuente também foi entrevistado, mas preferiu enviar suas respostas por escrito para o jornalista (Bruno de Pierro). Na reportagem apenas uma pequena parte do que falamos (como é habitual) entra no texto final. Mas o Antonio acabou disponibilizando na internet o texto que escreveu para a entrevista. Numa das respostas achei uma definição interessante, dada sua amplitude e clareza, para a noção de laboratório cidadão. Transcrevi e traduzi abaixo este trecho:

"Revista FAPESP: O que são os Laboratórios Cidadãos? Há algum exemplo notório dessa iniciativa no mundo?

Antonio Lafuente: Um laboratório cidadão é um espaço de produção aberta do conhecimento. É um lugar capaz de acolher um coletivo heterogêneo de atores que almejam dar forma a um entorno social. É portanto um lugar onde nos obrigamos a identificar uma problemática, documentá-la, isolar suas características mais notáveis, contratar os distintos pontos de vista, exploras as diferentes formas de abordagem, extrair conclusões e comunicar as descobertas, dúvidas e fracassos. Aqueles que a integram se autoconfiguram como uma comunidade de aprendizagem aberta a toda variedade de atores e a toda pluralidade de pontos de vista. De forma que sua primeira tarefa é encontrar uma linguagem comum, ou seja, um espaço que torne possível a conversação sem que ninguém imponha seu ponto de vista e sem que ninguém tenha o poder de fechar/bloquear um tema porque considera que já se discutiu o suficiente.

Um laboratório cidadão é, portanto, um espaço para aprender a viver juntos: uma incubadora de comunidades. Um laboratório cidadão é o espaço, por antonomásia, para a política experimental, pois sendo hospitaleiro com as minorias e tratando-as como sensores de aviso antecipado de problemas porvir, estaríamos encontrando respostas situadas e inclusivas para assuntos todavia incipientes e talvez mais frequentes, gerais ou agudos no futuro.

É um laboratório porque aposta na cultura experimental, no contraste de pontos de vista, nas práticas abertas e comunicação pública. É cidadão porque confia na inteligência coletiva e outorga maior dignidade cognitiva ao experiencial, o que é o mesmo que dizer que um laboratório cidadão nunca dividirá o mundo entre os que sabem e os que não sabem.

As práticas do laboratório cidadão são realizadas entre todos e, consequentemente, dá-se forma a bens comuns. Eu gosto de especular a ideia de que sempre que há um bem comum é necessário que haja um laboratório que o sustente e que é sustentado por ele. Como o procomúm poderia sobreviver a impérios, autoritarismos, neoliberalismos e a circunstâncias tão hostis não fosse pela comunidade que o sustenta (e que é sustentada por este comum), que nos dão provas constantes de saber adaptar-se e de interpretar corretamente os signos externos?

Criar e sustentar um bem comum demanda muito conhecimento, muita capacidade de análise ou, em outras palavas, um laboratório cidadão plenamente operativo. Mas vejam, plenamente operativo não quer dizer que necessite de um edifício, um chefe, um regramento estrito ou uma maquinaria sofisticada. Não é nem necessário, como é o ordinário, saber que é um laboratório cidadão. O que importa é que se dê uma pequena infraestrutura capaz de dar forma a sua vontade de querer (sobre)viver, que o ajude a converter o protesto em propostas, o experiencial em conhecimento contrastado e as pequenas infraestruturas em garantidoras do seu direito à diferença.

Há exemplos? Muitos e em todas as partes. Diga-me um bem comum e te mostrarei um laboratório cidadão! Mas também, vale a equação inversa: dê-me um laboratório cidadão e construirei um bem comum. Os grupos de Alcoólatras Anônimos, talvez sem sabê-lo, seriam um laboratório cidadão que estaria iluminando uma maneira distinta de nos relacionarmos com o corpo, uma corpo ral que conversa com termos distintos, que evoca diferentes experiências: um corpo comum. Em Madrid, como em muitas outras cidades do mundo abundam as hortas urbanas, muitas vezes nascidas em espaços ocupados e mais tarde legalizados. O que está acontecendo, o que significa isso? Para mim, são laboratórios cidadãos onde se está experimentando outras formas de habitar a cidade, distintos modos de nos conectarmos que não estejam mediados (o determinados) pelo consumo, pelo valor ou pela utilidade. Estamos, entre todos, dando forma à idéia de que uma cidade são suas relações e não suas construções. Estamos reinventando a cidade como um espaço comum. Temos dado diferentes nomes a esses movimentos e mobilizações, como urbanismo-beta, urbanismo-feito-a-mão, urbanismo-faça-você-mesmo. Todos têm em comum a vontade de fazer coisas juntos, de disputar com os urbanistas sua hegemonia sobre a urbe e, enfim, de mostrar que outro mundo é possível: será vulnerável, será transitório, será esporádico,….mas será de todos e de ninguém ao mesmo tempo. Sua fragilidade é o que tem de amoroso, como também sua transitoriedade, este não estar quieto, ou seu querer devir outra coisa, é o que o a faz habitável. Sua natureza intermitente ou efêmera também pode ser vivida como uma proteção face às formas identitárias de nos agruparmos, sempre tão atrativas ao princípio como coercitivas para aqueles que querem discordar ou ser diferentes".


Protótipo, Laboratorios e Experimentação política

Ponto de encontro entre as reconfigurações nos modos de conhecer (políticas do conhecimento) e nos modos de representação/organização da política.

  • novas ontologias
  • prototipagem: abertura e indeterminação
  • minoridade
  • mesopolítica como pensar-agir pelo milieu


Latour: estudos sociais em ciência e tecnologia e sua contribuição à teoria política

Simondon e Aganbem: novas comunidades políticas

Stengers: mesopolítica e cosmopolítica

Marres, Jimenes => experimental political ontologies.

Scott Lash: "Es importante apuntar que Latour habla aquí de “Constitución” en lugar de “modo de clasificación”. Ello se debe a que estos marcos no tratan sólo de clasificación y epistemología, sino también de representación política. Latour sostiene que esta distinción entre representación política y representación epistemológica es una de las dicotomías tendenciosas de la Constitución moderna. Sin embargo, Latour no fue el primero en hacer este comentario. En su clásico artículo “Can the Subaltern Speak?” Gayatri Spivak nos recuerda la naturaleza ideológica de esta dicotomía, la cual, en efecto, tiende a limitar las oportunidades del discurso subalterno[2]. Al igual que Spivak, Latour sostiene que los falsos dualismos de la modernidad están enraizados en la bifurcación de estas dos formas de “representación” y “delegación”, esto es, de representación política en los parlamentos y el Estado, por un lado, y de representación epistemológica (o clasificatoria) y delegación en las ciencias, por otro."

Ontologia política (lab. do procomun): actantes (para além dos sujeitos) + comunidade por vir. Hipótese: a sobrevivencia dessas experiencias depende de uma capacidade de resiliência que se apoie num duplo processo: cognitivo-epistemico + político => produção de uma comunidade política não-identitária.


Apresentação de Experiências

Medialab-Prado

  • Inteligência Coletiva e Democracia: DocArt
  • Visualizar: Agrega.la
  • Madrid Escucha
  • Programa de Mediação

-entrevistar Lorena

LABIC

  • Edição Madrid 2017:

-entrevisar Pablo

Viveiro de Iniciativas Cidadãs

  • MARES

ITD - Innovation and Technology for Developmento

  • Oficina: Para além do Prototipo
  • Ver materiais

-realizar nova visita e conversa com Carlos e Xavier

CoLab - La Coruña


Projetos de Pesquisa-Ação

https://www.unaciudadmuchosmundos.es/articulos/faq-de-la-convocatoria-abierta

Audio: https://soundcloud.com/unaciudadmuchosmundos/presentacion-publica-convocatoria-programa-2017-2019

Como montar um Laboratorio

Infraestruturas

A infraestrutura de um espaço através do qual a ação se desenrola e possui uma dupla característica: é aquela dimensão mais “invisível”, menos percebida, uma quase segunda-natureza; e ao mesmo tempo é aquela dimensão com forte potencial de determinação/orientação da ação. Na análise das iniciativas promovidas pelos laboratorios ciudadanos, a infraestrutura deve ser observada como um importante componente de sua configuração, e poderá incorporar tanto as soluções tecnológicas adotadas (quais tecnologias de comunicação são selecionadas para mediar e organizar os processos do laboratório e a produção de conhecimentos?); como os arranjos institucionais construídos para abrigar o desenvolvimento das ações. Neste sentido, dialogamos com problemas caros à sociologia da tecnologia (LATOUR, 1994; WINNER, 1986; MUMFORD, 1964), e à ciência política e econômica sobre os arranjos de governança institucional (OSTROM; HESS, 2007) necessários para fomentar a produção e a manutenção de ambientes produtivos e sustentáveis, social, ambiental e economicamente.

  • Sociologia da técnica e da tecnologia.
  • Arranjos sociotécnicos
  • Design

Políticas do Digital: efeitos da mediação técnica (especialmente as TICs) nas formas de produção/acesso ao conhecimento; e nos modos de organização social.

Em direção à Soberania Tecnologia.

Arquiteturas distribuídas X centralização:

(sobre recursividade - C.kelty): "Una preocupación que resuena con la caracterización que Chris Kelty ha hecho del software libre como un fenómeno recursivo que se preocupa por la sostenibilidad material de los públicos que trae a la existencia. El procomún adopta en este aso una doble dimensión; es un objeto epistémico: un libro sobre cultura libre que es traducido; pero es también la infraestructura material del proyecto y su forma organizacional (colaborativo, horizontal y abierto)." (ESTALELLA; ROCHA; LAFUENTE, 2013).


(enabling infrastrucute) We therefore felt directly interpelated by some of these comments and denunciations, and wondered what it would be like if we were to have the gatherings re-functioned from the point of view of our ethnography. That is, to study #edumeet not as the object of our ethnography but as its enabling infrastructure. (Corsin y Estalella).


BOULLIER, Dominique. Cosmopolitical composition of distributed architectures.

This is why discussing a cosmopolitical vision of distributed architectures may become very tricky, or at least challenging, because it would require to acknowledge both positions — the militant one and the exclusively technical, purist one — as part of the composition process, but in a larger framework that will give room to the innovation people make in real settings.

This is something Francesca Musiani (2015) describes quite well when she lists which features can be distributed in a distributed architecture: index, storage, search, ranking, updates, and so on. This specific design will produce very different “styles” of distribution, accounting for the sociotechnical composition as much as idioms account for socio-linguistic patterns (Gagnepain, 1990). When speaking of distribution, stakeholders must always be explicit about which features are really distributed.

From Haraway, we learned that becoming (Deleuze’s “devenir”) is not a matter of facts, of progress, of control but a capacity to be affected by the companion species — that might be animals or cyborgs — to “become with”. A distributed architecture requires that all participants accept to be affected by the flows and exchanges among peers, as it is the case for the peers who let their machine become a server, a computational resource, or anything else that the networked collective experience needs in order to survive.

From Sloterdijk, we learned that the design of “envelopes” (i.e., technical and institutional containers to be collectively experienced from within) is the only way to maintain a climate, a collective climate, from atmosphere to political life. But no one can ever pretend to monitor this climate and these envelopes from outside, contrary to the modernist saga (“the modernist is the one who believes he never was within”). It must be maintained from within, and we must accept, by doing so, to be affected by the very phenomenon that is being built. Distributed architectures cannot be understood but from within, from the activity that makes them work, because their versatility remains too difficult to represent in traditional (modern) ways.

My “cosmopolitical” compass tries to account for these choices and for the political work of “composition” which is at the core of distributed architecture development. This compass uses Latour’s (1993) insights about modernism as a detachment process and Stengers’ account of sciences (2011, 2010) where uncertainty is gaining a status as such.

By positioning every stance in a dispute or in a controversy along these axes, the cosmopolitical compass enables to accept the pluralism of positions and attitudes, and reveals the need for a composition work that cannot discard any of the positions a priori.

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As infraestruturas tornam possivel a existencia continuada de uma ação. São o suporte às práticas e modos de existência de uma determinada comunidade.

Comunidade

Modos de vida em comum, tecer relações, reassembling the social?

Neste contexto o termo comunidade não deve ser entendido em sua acepção identitária. Pensamos, sobretudo, em devires comunitários emergentes em modos de associação capazes de abrigar novas singularidades (DELEUZE; GUATTARI, 2005; AGAMBEN, 1993) que dão existência a novos atores políticos. Neste sentido, a comunidade tratar-se-ia de formas de produção do comum (recursos materiais, conhecimentos, formas de vida, tecnologias) através dos quais a comunidade e os seus atores produzem-se mutuamente em tensão com as fronteiras que delimitam o dentro e o fora (LAFUENTE, 2015; HARDT; NEGRI, 2009). Quais os mecanismos e as condições de pertencimento e acesso ao comum produzido em comunidades abertas (e neguentrópicas)? Nesta perspectiva, interrogamos como as práticas e os saberes produzidos pelo Laboratorio del Procomún enfrentam os problemas relativos aos mecanismos de identificação e de pertencimento, ou seja, quais suas formas de “fazer” comunidade e de instituir um comum?

Simetricamente, como tais dinâmicas produzem e dão a ver novos atores cognitivos e políticos? Como as formas colaborativas de produção de conhecimento sobre determinados problemas sociais ou populações contrastam o conhecimento instituído a partir de perspectivas não-hegemônicas - os saberes locais, ou “conhecimentos situados” como prefere D.Haraway (1995) - e neste processo produzem fatos científicos e novos sujeitos demandantes de novos direitos? Ora, como pensar na produção de comunidades sem partir de sujeitos ou actantes pré-constituídos? Problemas análogos encontramos nos debates sobre as interações de cientistas e público interessado nas experiências de comunidades epistêmicas e comunidades de práticas (AKRICH, 2010), e também nas tensões entre as política de reconhecimento e a institucionalização de direitos cidadãos (HARDT; NEGRI, 2009).

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Laboratórios cidadãos como esta experiencia-lugar que permite a emergencia dessas comunidades sem pressupostos (Agamben); comunidades não-identitárias.


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"Lo que aquí nos interesa es subrayar cómo hemos ido apartándonos de la noción de propiedad para adentrarnos en la de comunidad. Y es que es imposible evitar lo que es obvio: el procomún, los bienes comunes -los commons, en inglés- sostienen y son sostenidos por colectivos humanos. [...]

De la ética de los valores hemos de transitar a la de las capacidades si queremos entender cómo es la dinámica de producción del procomún, pues un bien común no es más que una estrategia exitosa de construcción de capacidades para un colectivo humano.

Las comunidades que crean y son creadas por los nuevos procomunes son entonces comunidades de afectados que se movilizan para no renunciar a las capacidades que permitían a sus integrantes el pleno ejercicio de su condición de ciudadanos o, incluso, de seres vivos.

(LAFUENTE, Los 4 entornos...).


Pensar o fazer laboratório como este lugar-experiencia de criação/abertura de controvérsias. Neste sentido, o fazer laboratório, enquanto produção de novas comunidades, é também um modo de remontar o social (reassembling the social - Latour).

Estamos pois, no marco de uma sociologia-antropologia da emergencia, do constituinte.


  • Agamben
  • Simondon
  • Muriel Combe: Individuo e Coletividade
  • Pedro F. Peixoto - texto sobre Latour e Simondon (dossie)
  • Latour

Politicas do Conhecimento

Conhecimento situado - perspectiva - Haraway

Cuidado - matters of care

Interdependência, vulnerabilidade, afectar-se - Marina Garcés

Ontologia e Ética (Agamben)

Etica, politica e transindividual (Muriel Combe)


  • Mediação como arte da escuta - Lafuente, Freire,

Un mediador es alguien muy atento a todos los detalles, gestos y contingencias. Un mediador es alguien que ha aprendido a darle valor a lo insignificante, a tomarse en serio todo eso que en general y por el motivo que sea tendemos a desdeñar.

Um mediador es un artista porque no solo hace patente lo invisivel, sino que nos enseña a mirar y a escuchar. Nos ayuda a ensachar nuestra sensorialidad. Son agentes epistemicos y no solo gentes bienintencionadas.

  • Dar voz: a humanos e no humanos

Não é admissível que faltem perspectivas chave, ou que os mais tímidos ou menos treinados não encontrem formas de fazer-se ouvir.

  • Comunicar

Amplia a conexão do grupo com outros repertórios ou grupos. Ampliar o repertório de dispositivos utilizados. Contribuir para diminuir a distancia entr formatos, linguagens. Um contrabandista que domine os interistícios. Outras duas tarefas: animar o coletivo a documentar o que faz, estimular o grupo a prestar contas do trabalho realizado, torna-lo visível.

A documentação permite a replicação e converte o conhecimento que geramos em património comum.

  • Mutualizar

A mediação deveria promover a reciprocidade, a remescla e a complexidade.

A recursividade é chave para a experimentaçao e, em grupo, é imprescindible para que se produza uma verdadeira polinização e intercâmbio entre culturas epistêmicas. "Si dar voz nos convierte a todos em pares, mutualizar nos hace parte".

  • Infraestruturar os cuidados

mediador - sua principal habilidade é ser imaginativo. Espera-se que ele seja capaz de criar situação para que coisas aconteçam.

infraestruturar os cuidados é faze-los visíveis através de práticas concretas e, na medida do possível, materializáveis.

  • Ocupar o espaço

o espaço não é mero abrigo de atividades. Ele é um ato a mais. Um mediador deveria ser capaz de entender o código que regula o espaço e animar as pessoas a abri-lo e reescreve-lo.

  • Ocupar o tempo

O tempo é um grande escultor e talvez o maior aliado. O mediador deveria ter a habilidade para sgerir outras formas de nos explicar, também válidas mas que obedeçam alógicas distintas, com distintas raizes e que autorizam outras formas de trabalhar juntos.

  • Formação de mediadores:

Os mediadores não são meros agendes de cuidados. Também queremos pensa-los como produtores de conhecimento enquanto promovel um projeto em torno do qual deveria se formar uma comunidade que deseja trabalhar de forma aberta, colaborativa e experimental. Os mediadores devem entender que os cuidados não são apenas necessários para criar um ambiente hospitaleiro, senão também um metodo de trabalho: uma maneira de escutar, perguntar, contrastar e acompanhar, capaz de produzir outro tipo de conhecimento. Incluir o cuidado não é apenas uma forma de fazer melhor as coisas, senão de fazer coisas distintas.


Fortalecer a importância do processo, alem do resultado. Tolerancia com a incerteza e com os indecisos. Ser lento. Si queremos escuchar, experimentar y colaborar hay que disfrutar de la lentitud.

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"As Douglas Holmes and George Marcus have put it, the classic scene of fieldwork engagement today ought perhaps to be ‘re-functioned’ as an experimental collaborative space, where the critical consciousness, narratives and sensibilities of fieldworkers and informants interlace and enmesh in shared soundings and explorations, shaping our interlocution as mutual ‘epistemic partners’ (Holmes and Marcus 2012, 129). (Corsin y Estalella)

Elsewhere Marcus has suggested that in exploring ways through which such forms of deferral may become pedagogically and politically functional, anthropology ought to experiment with registers other than those of discourse and writing, in closer alliance with what he calls ‘“third spaces,” archives, studios, labs, “para-sites” and the like’ (Marcus 2012, 430). (Corsin y Estalella)


"De la ética de los valores hemos de transitar a la de las capacidades si queremos entender cómo es la dinámica de producción del procomún, pues un bien común no es más que una estrategia exitosa de construcción de capacidades para un colectivo humano.

Si la ética de los valores nos ayuda a entender los movimientos que están conduciendo a la formación de un tercer sector de la economía y del conocimiento distinto a los tradicionales privado y público, la ética de las capacidades nos permite avanzar en comprensión de cuáles son las políticas y las acciones a emprender (Sen, 1998; Nussbaum, 2007; Cortina, 2002). (LAFUENTE, Los 4 entornos...).

Prototipos e Cultura da experimentação

Foco na noção de prototipagem: é o ponto de encontro entre a cultura hacker-maker com o ethos científico. Ela difere da ação orientada ao impacto-resultado. O modo de protótipo pode ser uma boa resposta da pesquisa cientifica ao excesso de abstração-descontextualizado academico e ao excesso instrumental-pragmático de interesses politicos-mercados.

Cultura da experimentação X Cultura do Impacto

Do protesto à proposta.

Da ação política ideologizada à ação política pragmática => comunidades de práticas.

Dimensão prática ; Prefigurativa

Ficcionar o real. Política como ficcão, criação.

Dimensão experimental

Antropologia/Sociologia das práticas.

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Gambiarra e Simondon => experimental, solução marginal, adequação sociotécnica, subversão. Gambiarra como objeto técnico aberto. Capacidade de manter a abertura, incompletez. Guarda sempre algo de inacabado e por isso é aberto a novas reapropriações e inventividade. É o contrário da caixa-preta, e tambem subverte a relação passiva de consumo do objeto técnico. Guarda algo de transindividual, pois está entre um objeto de criação individual e coletiva.

"A tecnicidade em jogo na gambiarra ou a gambiarra pensada como relação com a tecnologia, como modelo possível para o tecnólogo (o representante dos objetos técnicos na cultura) ou ainda como relação do homem com o mundo contém a indeterminação e o inacabamento necessários, conforme Simondon, para uma relação entre cultura e técnica que escape seja à mera utilidade, seja às determinações ou valorações intragrupais. Conforme Guchet, “o objeto técnico só é objeto da cultura se ele introduz na existência dos grupos uma dimensão de transcendência, de inacabamento que os impulsiona a se abrir e se transformar” (2010, p. 245). Ainda que de modo pontual, a gambiarra materializa esse impulso à abertura e à transformação, uma vez que é um objeto-processo por excelência (BRUNO, 2017, p.147).

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"Los prototipos se piensan convencionalmente como tecnologías de prueba, pero en MLP son algo distinto de un dispositivo en fase beta o en un estado promisorio. Orientado a la producción cultural antes que a la exposición, la creación de cada prototipo va acompañada de un ejercicio de ensamblaje: la construcción de un contexto para la experimentación ciudadana, un singular ejercicio de tecno-sociabilidad." (ESTALELLA;ROCHA;LAFUENTE, 2015).

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(limiaridade) The public of makers and citizen scientists formed around prototyping with open source hardware seems to show a possibility of governance, which actively embraces paradoxes and liminality (Turner 1985). Rather than trying to achieve an ideal state, this tinkering with politics and design happens through socio-technical rituals in the hackerspaces and makerspaces, which enable the practitioners to experience firsthand the paradoxes behind various scenarios and thus liminality. [...]

The OSH supports the freedom to explore, rethink and tinker with nature, politics, society, technology. It challenges both the epistemic (improving knowledge about nature) and normative (improving society) expectations from science. It brings together private experiments, creative explorations, and public aspirations of restoring an active citizenship and public sphere through (open and citizen) science, which are often at odds with each other. These paradoxical functions of the OSH form the liminality, which I claim enables the open hardware to remain open to individual experiences and experiments and resist the attempts of being misused for one particular agenda.

The maker activities democratize the design of the instruments while exploring various conflicting political, but also creative, artistic and unexpected uses as in the case of the DIY air pumps, which I describe as liminality (Turner 1969). While anthropologists use this concept to describe the ambiguous and transitory phases during rituals or other transformative, social and cultural changes and events, the concept can also capture the social and technical ambiguity behind involved in the maker culture. [...]

Instead of limiting the technical and normative aspects behind such efforts to issues of autonomy of the subject or some ideal notion of a community (and numerous reiterations of the communitarian and libertarian discourses), I emphasize the liminal and liminoid (Turner 1985) properties of open hardware design.

Can we have politics, which is not based on insights and moral imagination as the forces driving any actions? The OSHW engagements seem to show a possibility of such a politics, in which actions and material engagements in marginal places lead to creative geopolitical experiments and more resilient, but also inclusive politics. This politics is not yet fully realized, but it inspires us to question the genealogy of our concept of governance. (KERA, 2017).


"We will pay particular attention to three features which most free culture collectives emphasize as central to their practice: (i) the archival technologies and documentary legacies that enable access to free cultural works; (ii) the materiality of openness, and; (iii) the pedagogy of liberation through which activists strive to elicit ‘freedom’ as a social and cultural form.

We borrow the notion of prototype from the practice of free culture activists themselves. As we deploy it here, the notion of an ethnographic prototype attempts to capture the ecology of infrastructural processes through which the relations between research problems, questions and answers shift and on occasions double-back on each other. It points to a form of ethnography that takes its own changing infrastructure as its object of inquiry. In this sense, we may speak of prototypes as boundary objects or zones of infrastructural enablement, where objectives, objects, and obstacles are integrated as part of the hardware of research.

"in our ethnography, this took the shape of an infrastructure of apprenticeships: the experience and design of an ethnographic field where what gets foregrounded is not just the zone of problematization through which relations grope for and try to get a handle on the contours of an emerging situation, nor the equipment that becomes second-skin to such an epistemic region (Rabinow et al. 2008), but a form of ethnography that becomes aware of its own material needs as a culture of mutual learning.

"A prototype is a socio-technical design characterised by the ‘openness’ of its underlying technical and structural sources, including for example access to its code, its technical and design specifications, and documentary and archival registries; therefore, one whose designs remain open for others to read, edit, copy and distribute freely (Corsín Jiménez 2014).

(free software) provides the infrastructure through which such arguments can be made: it functions thus as a ‘recursive public’, where communities of free culture activists ‘self-ground’ or infrastructure themselves into the political project they claim an interest in (Kelty 2008).


"Prototypes are infrastructures that take their own opening and disclosure – as material, technical and socio-political forms – as their object of action and inquiry". p.26.

This is not unlike how Lury and Wakeford themselves read the affordances of inventive methods: ‘inventive methods’, they say, ‘are ways to introduce answerability into a problem.’ (Lury and Wakeford 2012, 3) They are ‘inventive’, therefore, not because they introduce an element of novelty into our understanding of the social but because they succeed at transforming the environment and infrastructures of the empirical into/as problem.

What would ethnography look like as a prototype of one such infrastructure of apprenticeships?


George Marcus. Prototyping and Contemporary Anthropological Experiments


In my view, the energy or impulse to experiment in ethnographic research has migrated from innovations in purely theoretical invention as a way of creating analytics in ethnographic writing or in strategies of ethnographic narration itself (e.g., critical reflexivity has long since become canonical in ethnographic writing) to the realm of fieldwork practices themselves that must be established not so much in traditional sites such as villages or neighborhoods, but in complex organizational environments that demand collaborations and structure all forms of inquiry within them. ‘Lone wolf’, quirky aspects of ethnographic endeavor, prized by anthropologists, must somehow be fit into collective, yet parallel, forms of inquiry already occurring in sites and circuits of fieldwork

Experiment today is thus less about writing strategies and more about creating forms that concentrate and make accessible the intermediate, sometimes staged, sometimes serendipitous occasions of distinctively anthropological thinking and concept work, analogous to prototyping in design and engineering disciplines, in their studios and labs, that occur within the recursive circuits of multi-sited fieldwork still guided by images of moving through natural settings of social action.

the modality of prototyping – as interventions alongside or punctuating the still largely individualistic pursuit of fieldwork in social environments that demand collaborative effort and participation – suggests a third space of active collective thinking that exceeds the classic inscriptive frames that articulate the ethnographic research process – between the private archives of fieldnotes and authoritative accounts in monographs or articles.

Type 1 is prototyping in which its experimental passions and associated commitments to collective effort are restrained by being located in a production process that pressures or channels it toward a final version that must be successful, or authoritative, that can be marketed competitively, or that can be effectively implemented to solve a problem. Type 1 prototyping thus experiments in a disciplined mode with the realization of a result in view that affects the parameters of experimental form, with constraints on who controls the process and on the extent to which outside participants or partners can change the course of the prototype’s development. Type 2 is less restrained prototyping for its own sake, or for the pleasure of social experimentation itself with awareness of, but studied disregard for, the need to end in an official or authoritative version, a marketable product, or an implementable solution. This is the prototyping done in media labs, studios in design schools, and in art collectives, among others.

These practices today are not a matter of writing them into the classic, once experimental ethnographic text, but are ‘techniques of question-formation’, of collective programmatic thinking, evoked by Faubion, in the course of fieldwork itself for which material forms or modes of experimentation are required – in other terms, prototypes.

The kind of methodological development that I have been evoking – the possibility of experimental practices and forms on the analogy with Type 2 prototyping – is most likely to emerge in contemporary projects of anthropological research that operate subordinately and collaboratively within environments of large, often global and visionary social projects of political economy allied with large philanthropies and public research agencies in the USA and Europe that invest hope and funding in new technologies and changing knowledge forms (expert systems). They are challenged to negotiate their own project spaces, to define classic conditions and problems of fieldwork research in entangled, bureaucratic spaces of collaboration.

Through conceptual work with the notion of emergent temporality to which inquiry orients itself and locates its objects, Rabinow provides the theoretical rationales for a mode of analysis that requires continuous formulation and revision – in other words,prototyping as a form of experimentation, accessible to audiences, but without the presumption of a final authoritative form for it.



BRUNO, Fernanda. Objetos técnicos sem pudor: gambiarra e tecnicidade. Revista Pós-Eco, v.20, n.1, 2017. https://revistas.ufrj.br/index.php/eco_pos/article/view/10407

KERA, Denisa. Maker Culture Liminality and Open Source (Science) Hardware: instead of making anything great again, keep experimenting! LIINC Revista. v. 13, n. 1, 2017 http://revista.ibict.br/liinc/article/view/3875

2017. ‘Political exhaustion and the experiment of street: Boyle meets Hobbes in Occupy Madrid.‘ (With Adolfo Estalella.) Journal of the Royal Anthropological Institute, Vol. 23, Issue S1, pp. 110-123

2016. ‘Ethnography: a prototype.’ (With Adolfo Estalella.) Ethnos, online first, DOI: 10.1080/00141844.2015.1133688. Special Issue, Obstruction and Intervention, edited by Rane Willerslev, Lotte Meinert and George Marcus.

Documentação, registro e comunicação

Metodologia e plataforma para documentação de processos. Desenvolvimento do projeto DocArt: https://github.com/docART/documentacion


Formas de visibilizar o comum e o processo

Formas de produção e registro colaborativo

Linguagem e Comunicação sensível.

Replicabilidade

Política do sensivel, políticas da escrita: Rancière.

A documentação deveria ser capaz de produzir sua comunidade de "leitores".

Os protocolos construídos devem estar bem descritos. Eles são um importante componente da parte replicável e tbem um componente importante de sustentabilidade da iniciativa.

"It also means that archives become the infra-ontologies of prototyping. The archive is the place that every prototyping project keeps referring back to, for every ramification or extension of a prototype needs to leave testimony of its design changes in the archival registry. Whilst a prototype grows and changes and multiplies into many versions of itself (more than many), the archive never reaches closure proper, it is always less than itself (less than one), for it must remain permanently open to receive new updates and edits to existing registries. We may think thus of the process of prototyping as enacting a figure of complexity that is at once ‘more than many and less than one’ (Corsín Jiménez 2014). (Corsin & Estalella).

"[critica] If it was a methodological insight about the prototyping of ethnography, whilst probably valuable for anthropologists, it was less so for the free culture movement. On the other hand, if it was an insight about how the city learns, it remained ambiguous and to all purposes undocumented how these sources of apprenticeships could be made available to others." (Corsin & Estalella)


Referências:

La arte de documentar - Lafuente e Freire. https://www.academia.edu/33809850/El_arte_de_documentar

TSENG, Tiffany. Build in Progress: Closing Down and Opening Up, https://medium.com/mit-media-lab/build-in-progress-bids-adieu-2ae0e6cfd82c

https://links.fluxo.info/bookmarks/polart/documenta%C3%A7%C3%A3o

Protocolos e mediação técnica

Protocolos como uma forma de expressão de tecnologias sociais.

Alguns protocolos:

  • modelos de licenças autorais utilizados => regimes de uso, acesso e propriedade;
  • forma de organização e participação => princípios de abertura e colaboração;
  • escolhas tecnológicas e infraestruturas
  • políticas de documentação;
  • produçao aberta e colaborativa;

Um laboratório funciona segundo um conjunto de protocolos. Os protocolos podem ser entendidos como acordos sociais, convenções (formais ou informais) que atuam com relativo “automatismo” sobre as configurações da ação humana. Em certo sentido, os protocolos podem ser tomados como formas de mediação técnica da ação humana, uma vez que transmitem para novas relações os modos de agenciamento, princípios e orientações definidos alhures. Na medida em que lidamos frequentemente com protocolos que se realizam através de tecnologias da informação digital, capazes de avaliar, registrar e autorizar determinadas ações, também devemos levar em conta a definição de protocolo para um cientista da computação: forma de obtenção de auto-regulação voluntária num ambiente de ações contingentes (GALLOWAY, 2004).

Os protocolos são, portanto, importantes tecnologias e mecanismos para tornar duráveis e transmitir determinadas formas de ação e organização social. Ao investigarmos a criação e as configurações dos protocolos sob esta perspectiva, dialogamos com problemas caros à teoria social e política contemporânea: formas de individuação, agenciamentos a-significantes e servidão maquínica (LAZARATTO, 2010); agência dos objetos e artefatos (LATOUR, 2005), técnicas e formas de exercicio do poder (FOUCAULT, 1997); recursividade como formas de ampliação de práticas sociais (KELTY, 2008). Quais os protocolos produzidos por determinadas comunidades de cientistas amadores e tecnoativistas? Como eles apontam para estratégias de reprodução social e para atuação sobre o ecossistema que informa seu campo de ação?

Os protocolos conferem um certo automatismo às ações. Em algumas situações contribuem para dar agilidade a processos em que é necessário tomar uma decisão. Eles oferecem estratégias, recursos, procedimentos para situações determinadas. Porém, devem sempre ser aplicados com respeito ao contexto de efetivação. Não há protocolo social que possa ser alheio aos efeitos provocados num determinado contexto de aplicação.



Foucault:

“The exercise of power is not added on from the outside, like a rigid, heavy constraint, to the functions it invests, but is so subtly present in them as to increase their efficiency by itself increasing its own points of contact. The panoptic mechanism is not simply a hinge, a point of exchange between a mechanism of power and a function; it is a way of making power relations function in a function, and of making a function function through those power relations (Foucault [1977, pp. 206-7]).




(Prescription – Latour) “I will call . . . the behavior imposed back onto the human by nonhuman delegates prescription. Prescription is the moral and ethical dimension of mechanisms. In spite of the constant weeping of moralists, no human is as relentlessly moral as a machine. . . . We have been able to delegate to nonhumans not only force as we have known it for centuries but also values, duties, and ethics. It is because of this morality that we, humans, behave so ethically, no matter how weak and wicked we feel we are (Latour [Where are the Missing Masses, 1992, p. 232]).

Technical mediation is a form of delegation that allows us to mobilize, during inreractions, moves made else-where, earlier, by other actants. It is the presence of the past and distant, the presence of nonhuman characters, that frees us, precisely, from interactions (what we manage to do, right away, with our humble social skills). (Latour: On technical mediation)

[técnica como meios-fins] p.53 But techniques are not fetishes, they are unpredictable, not means but mediators, means and ends at the same time; and that is why they bear on the social fabric.

Society is not stable enough to inscribe itself in anything. On the contrary, most of the features of what we mean by social order - scale, asymetry, durability, power, hierarchy, distribuition of roles - are impossible even to define without recruiting socialized nonhumans. Yes, society is construct, but not socially constructed....Humans, for millions of years, have extended their social relations to other actants with which, with whom, they form collectives.


Sociedade e Tecnologia e não são duas entidades ontologicamente distintas, mas fases distintas de uma mesma ação essencial. (Latour - Tecnologia é a sociedade feita para durar).



[Codigo Técnico da Sociedade] The revised technocracy thesis agrees with Habermas that in advanced societies considerations of proper functioning and efficiency of the technologies through which progress has been channeled increasingly replace communicative interaction. However, it adds further that the design of these technologies, and therefore the criteria of efficiency, is not neutral but is normatively biased through delegations that favor the hegemonic interests. These most general delegations are embodied in technical design criteria so basic they form a background of unexamined cultural assumptions about technology. I call these assumptions the 'technical code' of the society (Feenberg [1992a, pp. 313-15]).


A.Lafuente: "El protocolo es quizás la mejor forma de hacer sostenibles los valores que nos conforman y que queremos conformar."

Dissensos e Controversias

  • Definiçao de Laboratorio Cidadao: fronteiras entre investigaçao, escuta, prototipado, inovaçao e impacto.
  • Sentidos de Inovaçao: inovaçao social, inovaçao socioambiental, inovaçao tecnologica e economica.
  • Noção de Impacto
  • Sustentabilidade economica, racionalidade economica
  • O Comum e o Publico: novas institucionalidades, bordas, fronteiras.
  • Sentidos de Prototipo (ver discussão que rolou no Madrid Escucha): experimentaçao X resultado.

O comum, o transindividual e experimentação política

Laboratorios: epistemes e política

Questões gerais:

  • comum e novas formas da política
  • comum e o transindividual => com relação à agência, quando falamos da política do comum, aquele que "age" não é o sujeito político - indivíduo ou organização. A agência relaciona-se à emergencia do transindividual => algo do pre-individual (uma dimensão não "consciente", não individual) em contato com dimensão supra-individual.
  • saber-poder e governamentalidade X ciência comum que não se converte tem tecnologia de governo.

Diálogo com os novos municipalismos: produção do comum como alternativa à governamentalidade??

Duas tensões:

  • economia: em suas formas de captura, valorização, expropriação do comum. O desafio da sustentabilidade econômica das iniciativas, em tensão com os modos de investimento de si. Novas formas do neoliberalismo.
  • política: participação convertida em tecnologia de governo; entre a política "minoritária" e as formas de produção de maioria, publico-estatal.


Comum, Procomún, Commons

Nem público-estatal e nem privado, mas aquilo que é produzido entre todos, e cuja existência depende de uma comunidade que produz e mantém sua existência como recurso comum, e cujo usufruto não é passível de apropriação ou delimitação exclusiva (LAFUENTE, 2015). Além dos bens naturais, podemos agregar a esta categoria a cultura, o conhecimento, a linguagem, entre outros. O que se torna commons não é um recurso que pré-exista enquanto tal. O commons é sempre o resultado de uma “fabricação”, que surge simultaneamente à comunidade de usuários que “cuidam” da sua manutenção, das práticas, dos protolocos e da infraestrutura necessária (LAFUENTE, 2008).

As políticas de produção e de gestão do commons são hoje objeto de intensa reflexão na teoria política e econômica contemporânea (LAVAL, C; DARDOT, 2015; HARDT; NEGRI 2009; OSTROM; HESS, 2007). Dentro deste vasto universo, nossa pesquisa focaliza as dinâmicas de produção e acesso ao conhecimento enquanto commons. Tal perspectiva reforça, portanto, a transversalidade entre os eixos anteriores: protocolos, infraestrutura e comunidade. Como o Laboratorio del Procomún enfrenta as tensões entre a abertura e o compartilhamento de dados e informações, necessário aos processos de colaboração, diante das dinâmicas de apropriação exclusiva e privatização do conhecimento? O que signfica tomar o conhecimento enquanto commons em direção à políticas de inovação aberta (KAPCZYNSKI, 2010; ALBAGLI; MACIEL 2009; BOYLE, 2010; MOULIER-BOUTANG, 2001)?

Acepções:

  • O comum como uma forma de gestão/organização? (Ostrom...)
  • O comum como substantivo e como produção (Negri, Virno, general intelect....)


Relações teóricas

  • O comum e a linguagem: o experimentum linguae (relações entre o Lafuente X Agamben, Virno).
  • O comum e a política do dividual: é pré-individual e supra-individual. Está no entre, nas mediações (relações com Simondon).

Problemas:

  • Fragilidade do comum é também sua força.
  • Tensão entre o comum (intangível, sutil, não-codificado) X formas de codificação e cercamento.
  • O comum só se manifesta enquanto tal (no caso da linguagem) quando se expressa, quando adquire existencia e se torna "participável". O risco, neste momento, é ele se tornar "autonomo" com relação à coisa mesma, podendo ser codificado, apropriável.
  • Quais as novas instituicionalidades?
  • Como dar resiliência e recursividade, como dar capacidade de propagação?


Comum como regulação política alternativa ao universal-abstrato-geral dos direitos.

Exemplo do Lafuente: categoria "deficientes físicos" X vidas fora do catálogo (velhos, crianças, discapacitados, viciados, doentes crônicos...). Quais são as características comuns entre eles? Outra forma de luta pela constituição das infraestruturas para novos direitos.

Conhecimento novo pode ser produzido por um "cualquer" (o cualquer do Agamben?).

Comum: enquanto forma de constituição das infraestruturas para novos direitos.



"De manera sintética: el procomún es traído a la existencia en España como un objeto epistémico, un dominio experimental que se distingue de las formulaciones que convencionalmente lo han pensado como un tipo de bien o un régimen de propiedad. Esta peculiar confguración dota al procomún y a su investigación de una condición distintiva frente a otras geografías que se evidencia en un doble desplazamiento: la emergencia de nuevos objetos que se piensan como procomunes y la ubicación de su investigación en el dominio de la producción cultural y creativa.[...]

Charlte Hess (2008)apunta un argumento planteado anteriormente por Antonio Lafuente (2007): los nuevos procomunes se hacen visibles cuando esos bienes que son de todos y no son de nadie comienzan a estar amenazados; en torno a ellos surge entonces una comunidad de personas concernidas por el sostenimiento de esos recursos (Lafuente y Corsín Jiménez, 2010). [...]

En relación con esa diversidad queremos platear nuestro primer argumento: el trabajo realizado por el Laboratorio del procomún de MLP ha traído a la existencia un procomún de una rara y excepcional singularidad, como definen sus mismos autores: un objeto epistémico través del cual quienes se reúne en torno a él problematizan todo tipo de dominios, prácticas y formas de organización social; ya sea la empresa, el cuerpo, la memoria o la ciudad... (Lafuente y Corsín Jiménez, 2010). [...]

El procomún constituye un objeto epistémico: un método de investigación, un espacio experimental (literalmente) o un objeto de conocimiento. [...]

El procomún pasa en su planteamiento de bien sustantivo a verbo activo: procomunizar, que es tornar en bien común objetos diversos mediante la experimentación ciudadana."

El procomún no es simplemente un recurso o un régimen de propiedad, sino una técnica para producir problemas.

La mayor parte de los trabajos que recoge este monográfco se acercan a la construcción de nuevos procomunes desde lo empírico, ya sea mediante el análisis o mediante el activismo político comprometido. (ESTALELLA; JARA; LAFUENTE, 2013).


"Esta parte informal de las relaciones, proliferativa y cotidiana, de baja intensidad y mucha densidad (Delgado, 2007), y que es esencial para que las cosas funcionen debería ser puesta en valor y considerada como un bien común construido entre todos que, en consecuencia, no pertenece a los jefes, ni a comité alguno de representantes. Desde luego no funciona como una instancia de poder (que siempre pueden ser captadas e integradas al cuadro) sino como el ámbito de lo común, de la capacidad común (Rancière, 2006). (LAFUENTE, 200X).


"Gastou-se muita retórica sobre o assunto, pretendeu-se definir um “terceiro gênero” de propriedade, uma nova forma de apropriação além daquelas praticadas até hoje. Mas estas definições não têm consistência, porque se baseiam ilusoriamente em uma concepção expansiva do direito de propriedade na maturidade capitalista: o comum é aqui concebido como extensão funcional da propriedade privada ou como instituição participada e democrática da capacidade pública de apropriação. A nossa proposta é considerar o comum não como um terceiro gênero de propriedade, mas como modo de produção.

"Parece-nos que o comum constitui um fundo ontológico, produzido pela atividade produtiva humana no processo histórico. Soubassement, fundo ontológico da realidade social produzido pelo trabalho: o que significa exatamente? Que o comum é sempre uma “produção”, é natureza regulada ou transformada, ou simplesmente produzida. O comum é, portanto, um recurso apenas como um produto – um produto do trabalho humano e, portanto, inserido no regime capitalista imediatamente atravessado por relações de poder.

O caráter “comum” da produção torna-se substantivo devido a um soubassement não mais simplesmente histórico, mas ativo, subjetivo, cooperativo, fundado na e precondicionado pela organização cooperativa, comum do trabalho. Estamos, assim, no início de um percurso de definição substantiva do comum na idade do trabalho cognitivo.

Consequentemente, a apropriação capitalista apresenta-se como uma figura completamente transformada e a apropriação do trabalho excedente exerce-se não mais por meio da exploração direta do trabalho e sua consequente abstração, mas antes por meio de um novo mecanismo de apropriação, caracterizado pela extração do comum como constituição da produção social geral.

É evidente, entretanto, que não pode haver analogia alguma entre aquele “comum” pré-capitalista, cuja expropriação é necessária à construção do capital, e o “comum” como hoje se apresenta à nossa experiência.

O capital perde aqui a sua dignidade que consistia em organizar a produção e em imprimir à sociedade um desenvolvimento. O capital é aqui obrigado também a reorganizar e a mostrar – de forma extrema – a sua natureza antagonista. Isto significa que a luta de classes se desenvolve em torno do comum. E, pelo que até aqui dissemos, vê-se claramente que há duas figuras do comum: uma do comum submetido à extração capitalista do valor, outra do comum como expressão das capacidades cognitivas e produtivas da multidão. Entre estas duas formas de comum não há somente contradição objetiva, mas antagonismo subjetivo". (NEGRI, 2017).


[Raquel Gutierrez Aguilar, Horizontes comunitario-popular: producción de lo comun más allá de las politicas estado-centricas.]

Lo común bajo esta perspectiva deja de ser objeto o cosa bajo dominio de algunos, para entenderse como acción colectiva de producción, apropiación y reapropiación de lo que hay y de lo que es hecho, de lo que existe y de lo que es creado, de lo que es ofrecido y generado por la propia Pachamama y, también, de lo que a partir de ello ha sido producido, construido y logrado por la articulación y el esfuerzo común de hombres y mujeres situados histórica y geográficamente. De ahí que resulte pertinente indagar en la producción de lo común, de sus lógicas asociativas y sus dinámicas internas como cuestión fundamental de horizontes políticos no centrados en lo estatal —y por tanto en lo público y en lo universal. p.75

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Laval e Dardot: sentidos para o Comum -não-coisa; -para além do estatal e teleológico (o bem comum); -não-reificado (não é o res comun). -além do vulgar X universal.

Comum como co-atividade

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Sentidos do Comum: co-decisão; autogoverno, entre-todos, saber ordinário, comum; bens comuns; cultura-hábito.




ESTALELLA, Adolfo; ROCHA, Jara; LAFUENTE, Antonio. Laboratorios de procomún: experimentación, recursividad y activismo. Revista Teknokultura, (2013), Vol. 10 Núm. 1: 21-48.

NEGRI, Antonio. O Comum como modo de produção. Caderno de Leituras, n.52, 2017.

Política Transductiva e Transindividual

  • questão da agencia

[transducao, intuiçao, deduçao, induçao] Portanto, transdução não é apenas operação do espírito; ela é também intuição, pois ela é aquilo pelo que uma estrutura aparece em um campo de problemática como trazendo a resolução dos problemas colocados. Mas ao contrário da dedução, a transdução não vai buscar alhures um princípio para resolver o problema de um campo: ela extrai a estrutura resolutiva das próprias tensões desse campo, como a solução supersaturada se cristaliza graças aos seus próprios potenciais e segundo a espécie química que ela contém, não por contribuição de qualquer forma estrangeira.

Ela tampouco é comparável à indução, pois a indução conserva bem as características dos termos de realidade compreendidos no campo estudado, extraindo as estruturas da análise desses mesmos termos, mas ela só conserva aquilo que há de positivo, ou seja, aquilo que há de comum a todos os termos, eliminando aquilo que eles têm de singular; ao contrário, a transdução é uma descoberta de dimensões de cada um dos termos que são colocadas em comunicação pelo sistema tal que a realidade completa de cada um dos termos do campo possa vir a se ordenar sem perda, sem redução, nas estruturas novas descobertas; a transdução resolutiva opera a inversão do negativo em positivo: aquilo pelo que os termos não são idênticos uns aos outros, aquilo pelo que eles são díspares (no sentido que o termo toma na teoria da visão) é integrado ao sistema de resolução e se torna condição de significação;

  • Instituído (do trabalho) - cf. Dardot y Laval:

todos os recursos transpersonales y genéricos que, ao não pertencerem a ninguém, nao podem ser assimilados a um "capital humano". Dimensão inapropriada do comum profissional, a única que torna possível o trabalho individual.

O comum (no sentido das comunidades de afetados do Lafuente), poderia ser outra forma de constituição das infraestruturas para novos direitos. Exemplo da discussão sobre o marco legal no México sobre as pessoas "descapacitadas".

Pesquisa em realização, anotações e reflexões

Problema enfrentado: como professor e pesquisador na universidade, na minha prática de ensino e pesquisa, confronto-me com a necessidade de promover outras formas de pesquisa-ensino. Na experiência com projetos de pesquisa e extensão, incubadoras, centro de inovação e atuando na formação docente tenho procurado desenvolver uma prática de produção de conhecimento que:

1. Reconheça e atue sobre as políticas de conhecimento (relações saberes-poderes) e, no contexto da crescente mediação das TICs, seja capaz de responder à nova política do digital.

2. Conhecimento situado, solidário, implicado, aberto e colaborativo (matters of concern, matters of care, open and free, comum)

3. Prático, experimental, prototipagem, mas não instrumentalizado

4. Capaz de reconhecer a agencia da dimensao tecnica, tecnopolitica, dos aparatos tecnicos e organizacionais. Uma sociologia da técnica combinada à antropologia das práticas. Dimensões maquínicas, a-significantes.

5. Dimensao sensivel, comunicativa, afectiva. Corpo, linguagens.


Novos campos de investigação encontrados:

  • Antropologia e Design
  • Estudos em Inovação Tecnológica, Sustentabilidade e Transição


Escritos relacionados ao projeto

  • Posts no Blog:
  1. Sentidos para uma travessia https://pimentalab.milharal.org/2017/08/08/sentidos-para-uma-travessia/
  2. El proyecto Buen Conocer: Los comunes contra el capitalismo cognitivo https://pimentalab.milharal.org/2017/08/11/el-proyecto-buen-conocer-los-comunes-contra-el-capitalismo-cognitivo/
  3. Tecnologias de pertencimento e produção do comum: ocupas, praças e jardins https://pimentalab.milharal.org/2017/08/14/tecnologias-de-pertencimento-e-producao-do-comum-ocupas-pracas-e-jardins/
  4. Política do protótipo: o caminho se faz caminhando https://pimentalab.milharal.org/2017/09/01/politica-do-prototipos/
  5. Invisível comum: https://pimentalab.milharal.org/2017/09/11/invisivel-comum/
  6. Tessituras de uma cultura tecnopolítica: https://pimentalab.milharal.org/2017/09/19/sol/
  7. Pequenas infraestruturas da vida em comum: https://pimentalab.milharal.org/2017/09/26/pequenas-infraestruturas-da-vida-em-comum/

Pesquisa Empírica e Estudos de Caso

Projetos em colaboração com Antonio Lafuente

  • DOCart

Texto: El arte de documentar, Antonio Lafuente, David Gómez y Juan Freire


  • TecMontRey

Desafio: colocar as humanidades no centro do debate sobre produção tecnológica, energética, urbana, digital, médica, meio ambiente.

Humanidades como parte de um novo arranjo sociotécnico.


  • Laboratórios Cidadãos => propúblico, em público desde o comum.

Pensar os prototipos de dois eixos:(1)universidade; (2)gestão pública;

Como criar dispositivos de escuta?

Como seria sua caixa de ferramentas

Qual o formato, design de cada laboratório (função tempo, pessoas, local, dinâmica?);

Relação entre 3 saberes: técnicos públicos; ativismo e movimentos cidadãos; acadêmicos, experts, pesquisadores.

Quais as características de cada um desses saberes?

Como prototipar para o público?

Procomún: em provecho de lo comum; está em construção, em movimento.

Como está em construção, depende sempre de uma comunidade, uma temporalidade, de protocolos/acordos.

Propúblico: o público desde o comum.

Público => normatização/standartização e também redistribuição.

Prototipar para o Comum X Prototipar para o propublico: No Medialab os mediadores e colaboradores insistem para ampliar sempre a abertura e aumentar a heterogeneidade. No caso de prototipar para o "publico" o projeto precisa ser "finalista". A condição de "publico" impõe a necessidade de se criar/finalizar algo passível de normatização. Isso significa, num certo momento, colocar limites à dimensão da abertura, ao distribuído, etc.

O procomum, o propublico e novas institucionalidades: https://pad.okfn.org/p/procomun-e-propublico

Para o segundo semestre de 2017 em Madrid

Atividades programadas para acompanhar:

  • Hackmeeting - Ingobernable - 12 a 15 de outubro de 2017.

https://es.hackmeeting.org/hm/index.php?title=Hackmeeting2017

  • Assemblea Europea Commons - 25 a 27 de outubro 2017.

https://europeancommonsassembly.eu/

  • TranseuropeFestival - 25 a 29 outubro 2017.

https://transeuropafestival.eu/

  • MediaLab - ParticipaLAB - 6 a 18 de novembro 2017

https://www.facebook.com/MedialabPradoMadrid/videos/vb.167398329956734/1639874686042417/?type=3&theater https://twitter.com/medialabprado/status/871693230382997504

  • Inovação Cidadã Iberoamérica - 11 a 20 de dezembro

http://medialab-prado.es/article/convocatoria-abierta-a-residencias-para-el-desarrollo-de-proyectos-de-laboratorios-de-innovacion-ciudadana-en-iberoamerica

Documentação

  • Analisar a documentação realizada pelos projetos que participaram dos editais do Medialab-Prado.


Videos

Laboratorio del Procomum - CSIC: https://www.youtube.com/watch?v=oG8PRUznAZY

Que és el procomun: https://www.youtube.com/watch?v=xBtqYMXZhk8

Empresas del Procomun: https://vimeo.com/empresasdelprocomun

Entrevistas a partir da seleção de experiências abaixo

  • Alberto Corsin - CSIC.
  • Lorena Ruiz Marcos, MediaLab Prado, Coordinadora del Laboratorio de Innovación Ciudadana
  • Pablo ou Mariana - CGIP - LABIC.
  • ??? Viveiro de Iniciativas Cidadãs.
  • Contatos do Ecoo - energia solar
  • Javier de Rivera ou outra pessoa do CCCD.
  • Precárias a Deriva, Indaga e outras associções de pesquisa social.
  • Alberto Nanclares - Basurama.

Experiências para conhecer e investigar

  • Laboratórios Cidadãos
  1. http://medialab-prado.es/
  2. https://www.experimentadistrito.net/
  3. http://ciudadania20.org/labsciudadanos
  4. http://ciudades-democraticas.cc/
  5. Inteligencia Colectiva: http://www.inteligenciascolectivas.org Ver mapa de experiencias em Madrid: https://www.google.com/maps/d/viewer?mid=11xh0J6jFYHxtjMsqW7bFkmCq2PY&hl=es&ll=40.420431727977544%2C-3.6881197188477017&z=12
  6. https://dcentproject.eu/es/tecnologias-de-participacion-ciudadana-descentralizadas-d-cent/
  • Participação democrática e Gestão de dados

Ao invés do SMART como modelo tecnopolítica da governamentalidade algoritmica X Laboratórios cidadãos como formas de produzir cidades com cidadãos inteligentes: uma tecnopolítica do experiencial que produz comunidades.

  1. https://decide.madrid.es/
  2. https://www.decodeproject.eu
  • Energia
  1. https://maresmadrid.es/energia/
  2. http://caminodelsol.org
  3. http://www.anpier.org
  4. http://ecooo.es
  5. https://www.somenergia.coop
  • Urbano, Cidade, Experimental
  1. http://www.prototyping.es/15m/assembling-neighbours-the-city-as-archive-hardware-method
  2. http://urbanbetas.cc/
  3. http://ciudad-escuela.org/
  4. http://www.inteligenciascolectivas.org/
  5. http://viveroiniciativasciudadanas.net/
  6. https://www.colaborabora.org
  • Grupos de Pesquisa Científica/Acadêmica
  1. http://lab.cccb.org/en/ (Barcelona)
  2. http://cccd.es/wp/
  3. http://cibersomosaguas.net/
  4. http://www.ub.edu/opensystems/ (Barcelona)
  • Projetos de Investigação Transinstitucionais:
  1. https://www.unaciudadmuchosmundos.es
  2. http://www.pieflamenco.com


  • Educação Expandida:
  1. http://laaventuradeaprender.educalab.es/guias
  2. http://www.transductores.net/
  3. https://aprendizajescomunes.wordpress.com/
  4. http://paisajetransversal.com/
  • Okupas:
  1. Ingobernable
  2. Eskalera Karacol
  3. https://voragine.net/cultura-libre/espacios-autonomos-de-experimentacion-e-investigacion
  • Pesquisa-Ativista:
  1. Precarias a la Deriva: https://www.traficantes.net/dvd/la-deriva-por-los-circuitos-de-la-precariedad-femenina
  2. https://voragine.net/cultura-libre/investigar-sin-darse-cuenta-meetcommons-accion-y-documentacion-colectiva
  3. http://numeroteca.org/2014/01/20/investigacion-colaborativa-divertida-barata-transmedia-otras-formas-de-entender-la-investigacion/

(veja mais links ao final deste artigo)

  • Associação, Fundações ou Empresas Sociais de Pesquisa e Difusão:
  1. Cooperativa de Investigação Social: http://indaga.org/
  2. Equipo Andecha - participação e trabalho social: http://equipoandecha.org/
  3. FUHEM EcoSol - http://www.fuhem.es
  • Bairro:
  1. La Gasolinera (@LaGasoli): https://twitter.com/LaGasoli?s=09
  2. http://urbanohumano.org/blog/2014/08/13/tactical-urbanism-citizenship-digital-sphere/
  3. El campo de cebada: http://elcampodecebada.org/

Seleção de links


Experiências internacionais

Prototyping Intervention: https://www.dests.de/wp-content/uploads/2017/06/OpenCall_Prototyping_Intervention_Workshop.pdf

http://www.sociology.illinois.edu/doc/pickerin/cybernetics.pdf


http://www.ucl.ac.uk/anthropology/studying/ma-materials-anthropology-design

http://designethnography.dundee.ac.uk/

PLaCE International is committed to investigating, re-imagining, and re-invigorating the following areas of concern: curating in and out of place; site-specificity and situated practices; creative intersections with urban and rural geographies; interdisciplinary approaches to renewal and the environment generally; and the intersections of memory, place, and identity - through its research projects, creative programmes, educational activities and international partnerships.

http://www.mappingspectraltraces.org/

http://www.openlivinglabs.eu

Referencias Brasil sobre Labs

FONSECA, F. S. Redelabs: laboratórios experimentais em rede (dissertação de mestrado). Campinas: Universidade Estadual de Campinas, 2014. Disponível em: <http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000930569&opt=4>.

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FONSECA, F. S.; FLEISCHMAN, L. Arranjos experimentais criativos em cultura digital - parte 2. Brasília: PNUD, 2014b. Disponível em: <https://www.academia.edu/8532331/Arranjos_Experimentais_Criativos_em_Cultura_Digital_-_Parte_2>.

FONSECA, F. S.; FLEISCHMAN, L. Arranjos experimentais criativos em cultura digital - parte 3. Brasília: PNUD, 2014c. Disponível em: <https://www.academia.edu/15173403/Arranjos_Experimentais_Criativos_em_Cultura_Digital_III_Estratégias>.

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Novas leituras realizadas

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BRUNO, Fernanda. Objetos técnicos sem pudor: gambiarra e tecnicidade. Revista Pós-Eco, v.20, n.1, 2017.

COMBES, Muriel. Simondon. Individu et collectivité. Pour une philosophie du transindividuel.

COMITE INVISIVEL. Aos Amigos. Ed. N-1. 2016.

COMITE INVISIVEL (TIQQUN). Hipótese Cibernética.

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